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O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

31.Mar.17

Pai, tu viste-me nascer?

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O momento mais marcante de uma gravidez é sem dúvida o parto, a hora H onde os Pais vão finalmente conhecer o seu rebento que tanto carinho deram durante 9 meses. Mesmo antes de ser Pai, sempre achei muito estranho o facto de os homens serem colocados de parte do processo. A frase “Agora tem de ficar aqui e aguardar” é, provavelmente, a última coisa que os Pais querem ouvir.

 

Entendo que por procedimentos médicos, não devem permanecer em zonas de trabalho, pessoas que não irão contribuir ativamente para o parto. Entendo, mas não quer dizer que concorde.

 
O Pai tem de fazer parte do processo. Se acompanhou a Mãe durante os 9 meses, se viveu as angústias, as dúvidas, os sustos, as alegrias e todas as emoções que uma gravidez nos proporciona, simplesmente não entendo porque tenha de ficar de fora do momento em que o seu filho ou filha nascem.
 
O meu filho nasceu de cesariana. A médica que nos acompanhou disse que ele iria nascer com índices de um bebé de 1 mês, por isso o melhor era evitar fazer sofrer a Mãe e claro a criança.
 
Por muito preparados que os Pais estejam, é impossível ficar indiferente ao momento. Há nervosismo, há dúvidas, há ansiedade na expectativa que corra tudo bem. Por isso, nunca me passou pela cabeça deixar a Mãe sozinha. O meu filho nasceu numa casa de saúde privada. Não foi uma escolha só nossa, deixamo-nos orientar pela médica que nos acompanhou, depositámos grande confiança nela e depois de conhecermos bem onde iria decorrer o parto, concordámos com a sua sugestão.
 

Mas e o Pai, pode assistir? Ouvimos dizer que não…

 
Eu nem queria fazer a pergunta, tínhamos lido sobre o assunto e mesmo no curso de preparação para o parto, os Pais eram preparados para terem de abandonar as Mães a qualquer momento. Eu revoltava-me sempre e abria a discussão. Claro que tinha todos os Pais e Mães a meu favor, mas as orientações vinham de “cima”.
 
A médica explicou-nos muito bem todos os procedimentos, todos os passos que teríamos de percorrer e disse-nos que criaria as condições ideais para que o Pai pudesse estar ao lado da Mãe. Se tudo corresse como previsto o Pai estaria ali, de mão dada com a Mãe, a viver o momento mais esperado das suas vidas.
 
Felizmente tudo correu como previsto e eu assisti ao nascimento do meu filho. Lembro-me perfeitamente da agitação segundos antes de ouvir pela primeira vez a vida do meu filho e da médica me dizer “Então Pai? Já que fez tanta questão em estar aqui, vá lá atrás das enfermeiras para pegar nele”. Beijei a Mãe e fui atrás do meu Mundo.
 
Última nota, muito relevante para este assunto, o artigo do Observador que recorda força de duas mulheres que ajudaram a mudar a Lei que, de uma forma estúpida (não me lembro de outro adjetivo) colocava os Pais fora de um dos momentos mais marcantes das suas vidas. Obrigado Sónia e Mónica, os Pais devem-te esta!
 
O Pai
24.Mar.17

Pai, nós não temos medo

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“Nós não temos medo”, disse Teresa May, a primeira ministra inglesa, ao parlamento. Falou nas milhões ações de rotina diária que as pessoas continuam a fazer, mesmo depois de ter sido, novamente, lançado o terror no Mundo.

 

Já não é a primeira vez que partilho o meu sentimento sobre este tipo de acontecimento horrível. Aquando dos ataques em Paris, refleti sobre a forma como deveríamos explicar aos nossos filhos o que é isto que acontece no nosso Mundo.

 
Londres faz parte das cidades que quero visitar em família. Está até no topo da lista. Temos um pouquinho mealheiro onde vamos juntando uns euros para, quando for possível, irmos visitar a capital inglesa. Lembrando o que disse Teresa May: “Nós não temos medo!”
 

Agora só para nós que ninguém nos ouve, como Pai, confesso que tenho medo…

 
A segurança é um sentimento básico de sobrevivência. Se não nos sentimos seguros não nos sentimos bem. Eu já passei várias vezes naquela ponte de Westminster, já andei nas ruas de Paris, já viajei tantas vezes de metro em Madrid… Enfim, a vida continua, mas com os nossos filhos ao lado a coisa muda de figura.
 
Claro que a rotina tem de voltar, claro que é este medo que alimenta os extremistas, mas isto não vai acabar. A única diferença que nos leva a pensar mais seriamente nestes ataques e esquecer o que acontece na Síria, por exemplo, é a proximidade, é o dizermos “Eu já estive ali”.
 
Se estes acontecimentos condicionam a nossa ida? Sim, um pouco.
Se continuamos a pensar viajar até Londres em família? Sim.
 
O Pai
22.Mar.17

Pai, tu és um otimista

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Todos os Pais têm de ser otimistas, perante todas as dificuldades da vida, mantêm sempre o sorriso nos lábios. Quem vai lendo as minhas histórias sabe que uma das minhas máximas como Pai é educar com descontração, tirando partido do momento.

 
Mas, às vezes, não é fácil manter essa máxima. Sendo um Pai galinha, fervo em pouca água e qualquer sinal fora do normal faz com que se soltem os alarmes. Por diversas vezes é a Mãe que me faz manter a calma e agir de forma mais racional.
 

Considero-me um Pai otimista, que vê as coisas pela positiva, que acredita que o que de menos bom acontece para crescermos como pessoas. Até vou mais longe, todos os Pais são obrigados a ser otimistas.

 
Tudo começa quando sabemos que vamos ser Pais. Lembro-me que um dos primeiros pensamentos que tive, depois de ter explodido de alegria, foi: “Como sou capaz de trazer um pequeno ser para este Mundo tão duro e tão cruel?”. A verdade é que nós vivemos neste Mundo e se cá estamos é porque nos safamos, de uma forma ou de outra. Otimismo, claro.
 

Os primeiros meses de vida...

 
As poucas horas de sono, as preocupações sobre a saúde do bebé, conciliar a vida familiar com a vida profissional. Tudo isto, quando sabemos que o dia só tem 24h, só podemos viver com otimismo que seremos capazes de resistir e de ultrapassar etapas.
 

A Escola...

 
E quando chega a hora das crianças irem para a Escola. As dúvidas sobre se se vai adaptar, como vai conviver com outras crianças, se vai ficar doente e por aí fora. Faz parte da vida, dizemos para nós próprios, mas temos de superar os nossos medos para dar confiança aos nossos filhos. Isto é ser otimista.
 

A adolescência...

 
As primeiras decisões sobre o futuro profissional, paixões e desamores, a busca pela personalidade e nós Pais ali a um canto a tentar segurar as pontas. Coragem dizem os Pais experientes, mas nós que vivemos essas angústias é que sentimos na pele. E é com isto que vamos abaixo? Claro que não, somos uns otimistas.
 
É muito interessante quando constato que, provavelmente, sou mais otimista perante a vida desde que sou Pai. Talvez por ter aprendido a relativizar, a dar mais importância ao tempo e a vivê-lo de forma mais intensa. Os nossos filhos precisam de Pais otimistas, confiantes e seguros de si próprios. Nós somos a sua rede!
 
O Pai
19.Mar.17

Pai, hoje é o teu dia. Feliz Dia do Pai

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19 de março, hoje celebra-se o Dia do Pai. Claro que é uma data muito especial para mim e por isso preparei inúmeras publicações nas redes sociais para dar uma ajuda a todos os filhos para homenagearem os melhores Pais do Mundo.

 
Na passada sexta-feira estive à conversa com a Maria Cerqueira Gomes no seu programa Olá Maria! sobre a importância do papel do Pai na educações dos seus filhos. Podem ver a entrevista completa aqui:
 

 

 
Nunca será demais reforçar que os homens devem chegar-se à frente nas tarefas, convencerem-se que não estão a ajudar a Mãe, mas a contribuir para educar os seus filhos. Os Pais não ajudam, os Pais fazem. Julgo que é uma excelente frase para reter e marcar o pensamento quer de futuros Pais, quer de recém-papás.
 

A mensagem que tenho passado nas últimas entrevistas e nas minhas histórias é que os Pais devem inspirar-se. Inspirar-se noutros Pais, noutras realidades, até noutras culturas, sejam mais ou menos evoluídas. Há sempre uma lição a retirar.


Marquei o momento em que conheci o Marcos Piangers, um dos meus grandes influenciadores como blogger e ativista em favor do papel do Pai. Ele preconiza o que quase todos os Pais querem, estar de corpo e alma a cuidar dos seus filhos. Isto não quer dizer que tenham os seus trabalhos e os seus hobbies, mas quando estão em família a prioridade é só uma e nem preciso de dizer qual…
 
São cada vez mais Pais e Mães que seguem atentamente as minhas histórias, são cada vez mais os que me enviam mensagens para que continue a inspirá-los. Este sinal é muito bom, não só para mim, mas para uma evolução da sociedade, ainda presa a preconceitos.
 
Termino a agradecer a todas as Mães, sim sem elas nós Pais nem sequer existíamos. Peço-lhes que puxem cada vez mais pelos Pais dos seus filhos, dêem-lhes espaço para poderem fazer tudo, para ativamente e em equipa amarem incondicionalmente esta dádiva da natureza.
 
Pais, não percam a oportunidade de serem Pais. Não queiram, mais tarde na vossa vida, olhar para trás e dizerem que não aproveitaram. Gozem cada momento, inspirem-se para as próximas etapas e brinquem, estudem, partilhem, abracem e beijem os vossos filhos…todos os dias.
 
Feliz Dia do Pai.
 
O Pai
16.Mar.17

Pai, fica comigo nesta foto

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Sempre adorei fotografia e, como devem imaginar, tenho gigabytes de fotos do meu filho desde o seu primeiro minuto de vida. Temos várias fotos nossas espalhadas pela casa, no fundo de ecrã do computador e até no telemóvel.

 
Há uns dias fomos desafiados a fazer uma sessão fotográfica profissional. O convite surgiu da Mónica do blog Amor para Sempre (http://www.amorprasempre.com/) e da Ânia que é fotógrafa (http://m-ania.com/).
 

Confesso que estava com dúvidas sobre a minha forma de ser um “modelo” para as fotos, tendo em conta que iria estar a dividir o cenário com o meu filho que, saindo ao Pai, não é muito adepto de poses.

 
A Ânia e a Mónica já tinham tudo preparado para a nossa sessão e, sem darmos por isso, já estávamos a ser modelos. Só nos pediram para: eu ser Pai e ao meu filho para ser…criança. É um desafio captar umas imagens que ilustrem a cumplicidade entre Pai e filho, mas sem dúvida que foi conseguido.
 

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As fotos são de uma beleza estética fantástica, não só pelos modelos, especialmente o meu filho claro, mas pela forma como a Ânia conseguiu captar a nossa essência. Eu revejo nestas imagens a relação que tenho com o meu filho.
 

Não me canso de olhar para estas fotos:

 

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Muito obrigado à Mónica e à Ânia pelos momentos muito bem passados e pela oportunidade de termos participado no vosso trabalho. Ficamos fãs!

O Pai

12.Mar.17

Pai, quando for Pai quero ser como tu

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Esta história inclui uma carta que escrevi ao meu Pai antes de eu próprio ser Pai. Escrita no dia do Pai em 2009, fiz questão de lhe enviar pelo correio, coisa rara nos dias que correm. Não é o caso de não lhe querer dizer pessoalmente o que escrevi, senti que tinha de que ser algo palpável, algo que o meu Pai pudesse guardar e ler as vezes que quiser.

 

Sempre que a leio tenho mais certezas daquilo que sou como Pai. É tão bom sentir que os nossos valores, os nossos objetivos se mantêm intactos ao longo do tempo. Escrito há 8 anos e hoje escreveria o mesmo!



...::: CARTA PARA O MEU PAI :::...

Pai,

Pouca gente sabe, pois eu nunca fui muito de dizer estas coisas a toda a gente. Quando me perguntavam o que eu queria ser quando fosse grande, eu normalmente respondia "Quero ser futebolista." ou "Eu quero ser artista.", mas o meu pensamento dizia-me outra coisa:

"Quando for grande eu quero ser como o meu pai."


A verdade é que eu já sou grandinho e continuo com a mesma ideia. Ser como tu é, entre outras coisas:

1. ser teimoso a maior parte do tempo, algo que já não preciso de aprender muito;
2. ter os sentimentos à flôr da pele e reagir perante aquilo que o nosso coração diz;
3. é ser o melhor amigo do amigo, mesmo que este não corresponda;
4. é ter a familia em primeiro, em segundo, em terceiro e em quarto lugar na lista das coisas mais importantes do mundo.

Para isto há coisas que não preciso de aprender porque já as tenho, afinal sou teu filho e para além de ter herdado metade da cor dos teus olhos, também herdei outras coisas.

Mas afinal o que é que eu quero ser quando for pai:

1. por muitos amigos que o meu filho tenha eu quero ser o melhor amigo;
2. quero estar presente naquilo que ele ou ela considere que o Pai pode ser útil, que tem algo a fazer ou a dizer;
3. quero que veja a minha forma de ser como um ponto de equilíbrio entre a sua personalidade e aquilo que ambiciona;
4. que o amor que me une à sua Mãe seja um exemplo daquilo que ele ou ela devem procurar.

Simples, não achas... Será que consegues encontrar alguns pontos comuns entre aquilo que eu quero ser e aquilo que tu és? 

Eu consigo...TODOS!

Passa um excelente dia e pela trigésima primeira vez eu agradeço-te por tudo aquilo que representas...

Márcio

P.S.: embora seja Dia do Pai não posso esquecer o papel fundamental da Mãe que acima de tudo é o pêndulo que põe tudo em equilíbrio... Sem uma Mãe, ninguém consegue ser pai, logo este dia não exisitiria sem ti Mãe (sim eu sei que também estás a ler esta carta). :)

...::::::...

Pode ser uma frase feita, algo bonito de se dizer, mas é a pura das verdades: os nossos filhos absorvem mais o que fazemos do que o que dizemos. Sejamos, como Pais, bons exemplos. O nosso papel é dar asas, é ajudar a construir as bases para que os nossos filhos sejam na sua essência bons seres humanos. O resto virá por acréscimo, acredito.

Se tem uma mensagem para o seu Pai ou para o Pai dos seus filhos, escreva-a. Faça algo que fique, algo que seja recordado ao longo dos anos.

O Pai

08.Mar.17

Pai, quem é a mulher da tua vida?

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Nas minhas leituras encontrei um artigo que debatia os vários tipos homens antes e depois de serem Pais. Dos homens que são namorados fantásticos e que adoram crianças, mas que quando são Pais as coisas mudam de figura. Como as influências paternais moldam o Pai, ou como a forma como os homens encaram a vida sem filhos e fazem a transição (muitas vezes difícil) para uma vida com filhos. É um debate muito interessante e onde podemos olhar para o outro lado, o das mulheres antes e depois de serem Mães.

 
Será que alguma vez eu pensei, nos meus tempos de jovem adulto, como é que eu queria que a Mãe dos meus filhos fosse? Não, pelo menos de forma consciente. Se quando me interessava por uma mulher olhava para o seu lado maternal? Não era a primeira coisa que olhava, seguramente.
 
Há quem diga que, tendencialmente, os homens idealizam a Mãe dos seus filhos como alguém semelhante à sua própria Mãe. É a referência mais natural.
 

Quando conheci a Mãe do meu filho não avaliei o seu espírito maternal, mas reconheci os seus valores como pessoa, a sua filosofia de vida e a medida do seu amor. Os nossos caminhos cruzaram-se por um acaso, como em tantas outras histórias de amor. Crescemos juntos e começamos a construir aquilo que queríamos para a nossa vida em conjunto. A certa altura quisemos ser Pais, uma matéria com muitas dúvidas e incertezas.

 
Durante os nove meses de gravidez a Mãe é o centro das atenções, ultraprotegida por todos, mimada e tratada como uma princesa. Tudo mais do que merecido.
 
Mas é quando a criança nos cai nos braços que a verdadeira Mãe e o verdadeiro Pai se revelam. Esse sim é o desafio da nossa vida, que nos coloca à prova todos os dias, que estica toda a tolerância do casal e que, muitas vezes, rompe a ligação cor-de-rosa que até aí existia. Por isso é que sublinho, ser Pai e Mãe é realmente o maior desafio da nossa vida.
 
Voltando à minha referência de Mãe. A minha Mãe é a Mãe mais galinha que conheço. A verdadeira leoa selvagem que protege as suas crias, colocando-se à frente do mais perigoso dos predadores. É também a pessoa mais justa que conheço, com uma disponibilidade para amar fora do comum. Será que eu procurei uma mulher que fosse assim para Mãe dos meus filhos? Não propriamente, mas a influência da minha Mãe ajuda-me a ser Pai, a ser galinha o quanto baste (até de mais às vezes), a ser justo e a amar incondicionalmente.
 
A Mãe do meu filho é diferente. Mantém o espírito selvagem de proteção, mas dá mais espaço à cria para que descubra o Mundo que o rodeia. Assume o risco quando o Pai galinha entra na fase mais insegura. Chega-se à frente quando se precisa de impor porque o Pai (coração mole) deixa-se levar pela astucia do filho. É uma mulher de família, junta todos à sua volta, assumindo a liderança do “reino" quando é preciso.
 

A jovem que conheci transformou-se, fez-se mulher. Agarrou a missão da maternidade com todas as forças que a natureza lhe deu.

 
Sempre a transbordar carinho, sentido de humor, charme e muito amor. Tornou-se uma mulher completa e uma super Mãe, com os seus defeitos e com as suas virtudes. Completa-me como Pai, guia-me para ser melhor todos os dias, corrige o caminho quando começo a sonhar alto demais e, apenas com o olhar, lembra-me que a nossa melhor e mais bela obra está ali bem à nossa frente, o amor transformado em pessoa.
 
Se há uns 20 anos eu imaginava que a Mãe do meu filho pudesse ser assim? Como referi, não tinha ideia formada, mas, hoje, gosto desta perspetiva da realidade, da que vivo todos os dias, da oportunidade de partilharmos a vida, de sonharmos em conjunto e lutarmos por tudo o que queremos, como uma equipa, como uma família.
 
"Pai, quem é a mulher da tua vida?"... é a mulher a quem tu chamas Mãe.
 
O Pai
05.Mar.17

Pai, quem é a mulher que construiu o teu Mundo?

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Esta história é dedicada a todas as mulheres que, como a minha Mãe, batalham todos os dias para construir um Mundo melhor.

 
Nunca me custou admirar uma determinada pessoa, reconhecer-lhe qualidades e virtudes, perceber a personalidade e principalmente a forma como olha para os outros, uma característica muito rara de se notar.
 

Das pessoas que mais me marcou e continua a influenciar a minha vida de uma forma decisiva é… a minha Mãe. Eu sei que é provavelmente a pessoa mais fácil de amar, porque há uma ligação natural que une Mães e Filhos, mas o que estou a referir-me é à mulher que para além de Mãe, é esposa, é amiga, é trabalhadora...

 
Quando ouço as suas histórias percebo o seu trajeto. Uma mulher de armas, fiel à sua personalidade, orgulhosa das suas origens e uma guerreira pela família que construiu. Humilde, carinhosa e com uma capacidade para amar difícil de encontrar igual.
 
A minha Mãe, como outras mulheres, criou os seus filhos com sacrifício, aliando o trabalho à sua condição de Mãe. Percorre quilómetros todos os dias, para estar à hora certa para estar com os seus, trabalhando de sol a sol para poder dar tudo o que pode.
 
A minha Mãe, como outras mulheres, não só conquistou o Mundo, construiu-o, fê-lo melhor para que os seus filhos possam ter uma vida melhor, muitas vezes melhor que a sua. 
 
A minha Mãe, como outras mulheres, tem os seus defeitos, vive na angústia de não ser omnipresente, de não conseguir, por vezes, ser a Mãe que imaginou.
 
A minha Mãe, como outras mulheres, é uma heroína, é um exemplo de pessoa, que me ensinou a ser Pai, que me ensinou a ser justo e a amar incondicionalmente.
 
A minha Mãe, como outras mulheres, é uma inspiração para quem a rodeia.
 
A minha Mãe, como outras mulheres, é o equilíbrio deste Mundo. 
 
Para a mulher que construiu o meu Mundo, só posso dizer: Obrigado!
 
Esta é uma dedicatória especial para todas as mulheres. Vocês têm o papel principal neste Mundo.
 
O Pai