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O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

16.Nov.17

Pai, eu não gosto de sushi

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Os gostos pela comida são, normalmente, uma das dores de cabeça dos Pais. Ou porque não gostam de peixe, ou porque não gostam de sopa, ou porque não gostam de legumes, é uma lista infindável de menus que as crianças evitam.

 
Lá em casa somos defensores de uma alimentação variada e saudável q.b. Não deixamos de comer pizza e dar um saltinho ao McDonald’s. Não somos vegetarianos, nem seguimos nenhuma das dietas da moda. Uma coisa é certa, há sempre uma sopa.
 

Acompanhando o crescimento do nosso filho, fomos guardando alguns alimentos para mais tarde. Seguimos tudo o que o pediatra e a nutricionista nos dizia. Papas, leite, muita fruta, bolacha maria, um doce ou outro. Quando começou a acompanhar a nossa refeição, incluímos logo alguns alimentos até aí não aconselhados.

 
Com o passar da idade, é engraçado constatar que já começa a ter alguns gostos particulares: “Pai, gosto muito do arroz de pato na escola”, diz ele ao vermos a ementa para a semana seguinte. Ou então sobra para mim, “Pai, faz aquela tua massa com salsichas”. Mais frequente ainda é pedir à Avó que lhe faça o seu mais do que preferido arroz com ervilhas, acompanhamento que poderia estar presente em todas as refeições, fosse com o que fosse.
 
Outra particularidade que tivemos de ultrapassar foi dar-lhe coelho. Um coelho estufado quem é que não gosta. Claro que o mais pequeno não fugiu à regra, comia sem problemas, até que um dia perguntou à Mãe o que iria jantar. A Mãe respondeu “Vamos jantar coelho estufado”. “O quê?!? Vamos comer coelho?” e não ficou por ali: “O coelho come-se? Aqueles coelhinhos fofinhos”. O nosso espanto foi tão grande como o dele. Sempre tinha comido coelho…sem saber. Aquela refeição foi difícil. Chegamos à conclusão que sempre que comia coelho, o menino achava que estava a comer frango, o que era mais normal de facto. A partir desse dia, o coelho lá em casa é frango disfarçado.
 
Há dias fizemos a experiência que faltava. Encomendamos sushi e não fizemos nada de diferente para a criança. Resolvemos arriscar. Nós próprios, não ficamos fãs de sushi à primeira, fomos aprendendo a gostar e agora já temos as nossas preferências. O menino nunca tinha provado. Dissemos que ia comer sushi e até nos surpreendeu ao dizer “Siiim, quero provar. Alguns dos meus amigos já comeram”.
 
Lá vamos nós, separamos três peças, das mais simples. Comeu a primeira, mas ainda estava a tentar perceber como é que se comia. “Pai, tenho de comer tudo de uma vez?”, pois é difícil por isso lá lhe disse para dar umas trincas. Ainda tentou com os pauzinhos, mas depressa desistiu, voltou à faca e ao garfo.
 
Comeu as 3 peças normalmente. Notávamos algum esforço, mas também um ou outro momento em que se notava que estava a saborear. Nós super atentos para perceber a sua opinião. O primeiro passo estava dado, tinha comido as 3 peças. Lá veio o veredicto “Pai, não gosto de sushi”, assim sem rodeios. Então porquê?
 
As razões eram muito objetivas: primeiro é frio, segundo as peças são muito grandes e desfazem-se e finalmente terceiro ficou com fome, afinal foram só 3 peças. A experiência terminou com uma frase “Pai, o que vamos comer a seguir?”
 
O Pai