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O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

22.Ago.17

Pai, o que posso fazer com o dinheiro?

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Há dias, num convívio com um casal amigo, o filho deles com 10 anos contou-me que precisava de ganhar dinheiro para comprar um telemóvel. Ele até já sabia qual é que queria e tinha feito um acordo com o Pai. Ora, o Pai adiantava o dinheiro, mas o mais pequeno teria de pagar metade.

 

“Pai, mas como é que eu vou arranjar o dinheiro?”, perguntou ele. O Pai respondeu de forma pronta: “Olha filho, tenta fazer algo que gostes e que as pessoas valorizem”. “Mas o quê? Eu só gosto de desenhar”.

 
Depressa o menino chegou à solução, “Já sei, vou vender quadros feitos por mim, mas a quem?”. A ideia já tinha, mas faltava o produto e claro compradores. “Começa por apresentar os teus quadros a pessoas que conheces, elas serão os teus primeiros clientes”.
 
E lá apareceu um artista empresário. Com três ou quatro ideias na manga, o artista fez uns tantos quadros e tratou logo de mostrá-los à família. Depressa fez negócio e angariou o dinheiro que lhe faltava para o telemóvel.
 
“Pai, consegui! Já tenho o dinheiro e agora?” e foi aí que o Pai teve uma explicação que me chamou à atenção. “Olha filho, antes de ires gastar o dinheiro no telemóvel, pensa primeiro o que podes fazer com ele. Vou dar-te três hipóteses:

1. Guardar para gastares mais tarde e até juntar mais algum;
2. Ajudar outras pessoas que precisem do dinheiro mais do que tu;
3. Podes ainda investir naquilo que mais gostas.”
 
O filho ficou a pensar. Qualquer um não hesitaria em avançar para o telemóvel, pois tinha sido esse o objetivo a que se tinha proposto. Depois de muito pensar, perguntou “Pai, gostei muito de pintar estes quadros e acho até que tenho mais ideias”. O Pai, sorriu mas ao mesmo tempo ficou à espera do que viria dali, ainda para mais porque não tinha falado no telemóvel.
 

“Pai, já sei. Vou seguir uma das tuas opções, vou investir naquilo que mais gosto. Quero comprar uns pincéis novos e novas tintas. Preciso de papel de aguarela e talvez um cavalete. Ajudas-me Pai?”

 
Eu estava a assistir a toda a história, ali na primeira fila. Claro que me meti na conversa: “Se o teu Pai não puder, eu vou contigo comprar o material, afinal também já fui artista!”. A proposta foi logo aceite, mas eu ainda tinha uma dúvida: “Então explica-me porque é que desististe do telemóvel e agora decidiste investir na tua arte?”
 
“Simples, pensei que ao investir naquilo que mais gosto poderia melhorar os meus quadros. Vou pedir à família que os mostre a amigos e quem sabe posso vender mais alguns”. Bem pensado, disse eu, mas não ficava por ali: “Depois vou fazer uns quadros para oferecer ao lar de crianças perto da minha casa. Vou dizer-lhes para venderem e gastarem o dinheiro no que mais precisam. Finalmente, se ainda tiver ideias e conseguir vender mais alguns, vou guardar o dinheiro para gastar mais tarde”.
 
“Muito bem!” dissemos todos em uníssono ao ouvir tal explicação. “E já sabes o que vais fazer com o dinheiro guardado?” perguntou a Mãe. “Já, vou comprar um telemóvel melhor do que aquele que eu vi. Preciso de um com câmara para fotografar os meus quadros e divulgar no Instagram”.
 
Moral da história, um miúdo de 10 anos deu uma lição a 4 adultos!
 
O Pai

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