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O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

12.Jan.18

Pai, olha este vídeo no Youtube

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Quem como Pai nunca espreitou o que os filhos andas a ver no Youtube? Quem nunca emprestou o telemóvel ou o tablet num restaurante para que as crianças pudessem ver uns vídeos? Pois é, estes cenários são uma realidade próxima e volta e meia convém confirmar o que é que andam a ver.

 

A aplicação favorita do meu filho é, de longe, o Youtube. Acaba por ser a sua televisão. Vê o que quer, quantas vezes lhe apetece e ainda pode fazê-lo em toda a parte. A quantidade de vídeos que é colocada a cada minuto no Youtube é de tal ordem estratosférica que nenhum ser humano tem a capacidade de acompanhar esse ritmo.

 
Esta realidade obriga os Pais a terem alguns cuidados. Deixar que as crianças possam gerir livremente a sua navegação pelo Youtube é um perigo. É quase como deixá-los sozinhos num espaço que não conhecemos bem. Convém observar e passar algumas recomendações.
 
O meu filho acede ao Youtube com o meu perfil ou o da Mãe. Isto permite-nos monitorizar o histórico de vídeos que são visualizados. Já aconteceu que tive de lhe dizer que não gostava de um determinado tipo de vídeos por ter detetado que estavam no histórico.
 
Há dois factores que reprovo e que proíbo mesmo: a violência física e a violência de palavras. A primeira violência que me refiro tem que ver com confronto entre pessoas, mesmo que seja na brincadeira, nunca é um bom exemplo. Ainda neste tipo, existem os vídeos de jogos de consola, os que incitam a guerra, com armas e coisas relacionadas.
 
No caso do meu filho, ele vê sobretudo vídeos relacionados com futebol. Seja de Youtubers a jogar o Fifa ou o PES ou mesmo aqueles que fazem desafios de remates que batem na barra e afins. Estes vídeos até podem ser vistos sem som, mas a maioria estão em inglês. Notam-se algumas expressões menos apropriadas, mas nada que o miúdo perceba ou reproduza.
 
Quando os vídeos são em português fico mais atento. Não pelo uso do calão, da asneira inocente mas com piada, o que me preocupa é o insulto, os palavrões que não acrescentam nada.
 
Não me junto aos Pais que se insurgem contra os Youtubers. Eles têm a sua forma de comunicar com a comunidade. Quem não gosta muda de canal. Se são as crianças que vêm, os Pais não podem virar costas. Seja a acompanhar o histórico, seja a aumentar o controlo parental e mesmo que as crianças tenham o seu próprio telemóvel, não podem ser deixados a navegar livremente.
 
“Pai, eles só fazem coisas malucas…” e continuou “Um deles tentou rebentar um cofre com uma bomba.”.  Isto numa conversa que estávamos a ter sobre se conhecíamos Youtubers portugueses. “Mas tu vês esses vídeos?” perguntei eu. “Não vejo, mas falamos na escola sobre isso.”
 
Temos de admitir que este tipo de conteúdo faz parte do dia a dia. Cabe ao Pais vigiar, entrar nesse mundo, tentar perceber o que é o caminho mais adequado e explicar que violência (em qualquer das suas formas) não é algo com piada, é de mau gosto. O Youtube não é um bicho papão, tem conhecimento, tem entretenimento, tem coisas boas e, claro, tem coisas más.
 
O Pai

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