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O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

08.Mai.17

Pai, posso escolher a minha religião?

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Falar sobre política, futebol e religião é mexer com opiniões, gostos e convicções. Sem criticar opções, vou escrever sobre a minha perspetiva religiosa e como orientamos os nossos filhos para esta matéria.

 

Começo por escrever que sou batizado, fiz a catequese e a primeira comunhão e, muito pontualmente, vou à igreja, sobretudo em celebrações. Com isto, considero-me uma pessoa com formação católica, não praticante e algo cético quanto a algumas ideologias desta religião.

 
Claro que a minha formação católica foi em grande parte orientada pelos meus Pais e familiares. A minha catequese foi feita na escola como fazendo parte do currículo. Ao crescer e ao começar a ter a capacidade de analisar a ideologia católica, comecei a questionar-me sobre se me iria identificar nos conceitos e sobretudo nos comportamentos.
 
Sou uma pessoa muito pragmática e é-me, por vezes, difícil acreditar numa influência divina. Respeito e muito quem acredita, quem tem fé e quem deposita muita esperança no caminho da igreja católica.
 

Como Pai, devo ou não influenciar a escolha religiosa do meu filho?

 
Eu defendo que a religião nos encontra, mas a tradição familiar é quase sempre mais forte, já que uma criança com 6 anos não está propriamente à procura de orientação religiosa. Mas será que essa “escolha forçada” vai influenciar a forma como a criança encara a religião. Eu digo que depende dos influenciadores.
 
Como descrevi, não me enquadro num caminho religioso, mas confesso que admiro muito a postura que nos é dada a conhecer do Papa Francisco. Afetuoso, próximo, humano, com um discurso simples e muito direto. Seguir os seus atos tem-me mantido mais atento. Acho que aqui está um ponto importante, à falta de alguém que nos inspire confiança, nós Pais ficaremos sempre sem referências para mostrar aos nossos filhos.
 
Não creio que seja obrigatório que uma criança desenvolva desde cedo uma opção religiosa, nem sequer que seja decisiva a orientação dos Pais numa primeira fase da sua formação por volta dos 6 anos.
 
Uma pessoa revê-se e inspira-se onde sente confiança e conforto, onde ouve respostas que procura e onde encontra paz. Isto pode acontecer aos 6 ou aos 66 anos de vida. Isto pode mudar aos 10 ou aos 50 anos. Volto a referir, a religião vem ter connosco e cada um tem a sua forma de fé.
 
O Pai