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O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

21.Set.18

Pai, é preciso ter coragem para ter filhos?

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Recordo-me perfeitamente que quando soube que ia ser Pai pela primeira vez, várias pessoas próximas e menos próximas me diziam “Agora é que vai ser” ou “A tua vida vai mudar”. O tom dessas afirmações parece que previam algo surpreendente e até assustador.

 

Não há dúvida para nenhum Pai ou Mãe que os filhos mudam a nossa vida. E também ninguém duvida que é para melhor, certo? Agora, uma coisa é certa, é preciso coragem para ter filhos. Isso sim, é a mais pura das verdades.

 
Quando anunciamos a nossa segunda gravidez 8 anos depois de termos sido Pais pela primeira vez, foi uma surpresa para muitas das pessoas que nos rodeiam. A diferença de idades é grande de facto, mas isso não pesou no nosso desejo de sermos Pais outra vez.
 
A nossa vontade de ser novamente Pais apareceu há uns anos. Antes do primeiro tínhamos apontado para os dois filhos como o número que gerava consenso, eu queria pelo menos 3 e a Mãe queria 2. Nestas coisas eu não me importo de fazer cedências. Aconteceu que a nossa vida passou a ter outras prioridades, não olhámos para o crescimento da família como prioridade e o tempo foi passando.
 
De há três anos para cá decidimos que queríamos mesmo outro filho e deixamos a natureza atuar. Confesso que já estávamos a perder a esperança que viesse a acontecer, até que uma estrelinha resolveu aparecer na nossa vida e aqui estamos a aguardar a chegada da princesa.
 
Os comentários que recebemos andaram à volta disto: “Vais voltar às fraldas!” ou então “Prepara-te para voltares a ficar noites sem dormir.” e outros do género. Vendo as coisas pelo lado positivo o voltar a fazer algo que nos apaixona não é mau. Que vai custar? Vai de certeza, mas já temos uma primeira experiência para nos ajudar. Que vai ser diferente da primeira vez? Vai, não há bebés iguais e mesmo nós somos pessoas diferentes.
 
Numa coisa estou completamente alinhado com a Mãe e com o nosso filho, vamos desfrutar ao máximo dos tempos que aí vêm, vamos receber a menina de braços abertos e integrá-la na nossa vida.
 
Se vamos precisar de muita coragem? Claro, mas isso é o dia-a-dia do Pai e da Mãe. Ter coragem, ter conhecimento, confiar no instinto, não ter medo de errar, não querer ser perfeito, não criar os filhos à nossa imagem, ter paixão, amar…
 
O Pai
13.Set.18

Pai, também quero ir ao concerto dos U2

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Nos meus tempos de infância lembro-me dos meus Pais terem uma aparelhagem com discos de vinil e aos domingos de manhã havia sempre música lá em casa. O domingo era o dia em que a família estava reunida. O meu Pai trabalhava por turnos e durante a semana tinha horários desencontrados com a minha Mãe, por isso era raro estarmos todos juntos.

 
Lembro-me da minha Mãe cantarolar as baladas românticas e o meu Pai ouvir vezes sem conta os Dire Straits e eu gastava o vinil todo da banda sonora do D’artacão.
 
A música começou a ser uma influência para mim bem tarde na adolescência. Mesmo tendo crescido a ouvir música, nunca despertei um interesse especial. Isto até ao dia, no longínquo ano de 1996, um amigo meu tinha um CD no seu walkman. Estávamos numa aula bem chata e ele dividiu comigo os “phones”. A aula era de 50 minutos e deu perfeitamente para ouvir o CD todo.
 

Acabou a aula, o meu amigo guardou o CD na caixa e aí fiquei a saber o que tinha estado a ouvir. A banda chamava-se U2 e o álbum era o “Achtung Baby”. Pedi-lhe o CD emprestado e levei-o para casa. Mal cheguei ao meu quarto, coloquei o CD na minha aparelhagem e voltei a ouvir… mais umas 3 vezes.

 
Quem olha à distancia para os U2 tem alguma dificuldade em perceber como é que esta banda, que atravessa várias gerações, tem fãs tão dedicados. Não sei bem explicar, mas sou daqueles fãs que diz “U2 is my religion”.
 

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Claro que lá em casa há U2 espalhado por cada canto. Um cantinho do meu quarto tem os mais de 100 CD e DVD que tenho da banda. O meu filho já questionou porque é que eu tenho tanta coisa dos U2. Nem eu sei! A Mãe uma vez disse que iria mandar tudo para a garagem. Ficamos sem falar uma semana. :)
 
No domigo dia 16 de setembro vou estar no Altice Arena para o meu quarto concerto dos U2. Todos ocorreram em anos marcantes da minha vida: o primeiro em 1997 na Pop Mart Tour, no antigo estádio de Alvalade, foi o ano em que entrei para a faculdade. No concerto ainda não sabia se tinha entrado e foi lá que fiz as minhas preces. Resultou. O segundo concerto em 2005, já no novo estádio de Alvalade, na Vertigo Tour, pedi a minha namorada em casamento ao som da música “One”. Casamos três anos depois. Cliché, eu sei, mas foi espontâneo. O terceiro em 2010 em Coimbra, no ano em que o meu filho nasceu foi talvez a primeira noite em que ele ficou longe dos Pais…por umas horas.
 
Agora, em 2018, o ano em que vou ser Pai novamente, vou ali estar na plateia a cantar cada verso das músicas que me acompanham há mais de 20 anos e que atravessar a minha vida. Gostava muito de ter a família ali ao lado, seria o cenário perfeito, mas a barriga da Mãe já não permite estas aventuras. Provavelmente vou transmitir-lhe o concerto por telefone.
 
Ok, já perceberam que tenho uma paixão enorme por esta banda. Agora imaginem o que eu sinto quando vou no carro com a família e na rádio passa uma música dos U2. Eu, claro, ponho o volume um pouco mais alto e, no banco de trás vai uma vozinha singela a cantarolar a música. Acreditem que o meu coração começa a bater muito mais depressa.
 
O Pai
11.Set.18

Pai, tenho tudo pronto para regressar às aulas

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O regresso às aulas está aí e é aquela altura em que temos de preparar tudo ao pormenor para nada falte no arranque. É a lista dos materiais, são os manuais, é a roupa que deixou de servir, é o novo horário… Enfim, não bastava as férias terem acabado.

 

Por incrível que pareça, nós cá em casa gostamos desta preparação toda. É um assunto em que todos temos de estar envolvidos. Este ano a Mãe tratou dos materiais e eu tratei dos manuais. Muitos materiais deram para serem reutilizados neste ano e isso é muito bom para a carteira dos Pais.

 
Uma das coisas que não deu para reutilizar foi a mochila. A anterior durou dois anos e já estava pequena para o que o miúdo precisa. É um dos materiais mais importantes, pois para além de servir de arrumação para quase tudo, temos de ter em atenção a forma como é transportada. Sempre tive dúvidas sobre qual seria o modelo mais indicado. A oferta é imensa e aqui não nos podemos deixar influenciar pela estética. É na funcionalidade que deve estar centrada a escolha.
 
Ora, nesta escolha, resolvi pedir ajuda à Elsa Morais, personal trainer e professora, que lida todos os dias com a postura no seu estúdio: o Inspire na Av. da Boavista no Porto. A Elsa até escreveu um artigo bem interessante sobre a escolha das mochilas (pode ler aqui). Fui falar com ela e pedi-lhe um conselho profissional. Como achei a sua explicação fantástica, resolvemos fazer um vídeo em conjunto para partilhar estas dicas com outros Pais. Aqui fica o vídeo completo:
 

 
Mochila, check! Agora passamos aos manuais. Este ano é diferente, a Escola deu um passo em direção ao digital e propôs que os manuais fossem digitais. Cada aluno terá um tablet e será nesse aparelho que farão algumas atividades. Eu sou a favor das tecnologias na educação. Seria um contra-senso para uma geração que nasce já a saber lidar com a tecnologia não a utilizar em prol da educação. É também uma forma de precisamente reduzir o peso nas mochilas e até poupar alguns euros, porque os manuais digitais são mais baratos que os em papel.
 

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Manuais, check! Falta uma parte muito importante de todo este processo. Etiquetar todos os materiais. Nos anos anteriores compramos etiquetas brancas e escrevemos o nome do nosso filho em tudo o que era material. Passados uns meses essas etiquetas ou tinham desaparecido, estavam pintadas ou tinham ficado escuras. O nome acabou por rapidamente desaparecer. Não nos podemos esquecer da roupa onde as tais etiquetas brancas não funcionam.
 
Numa das minhas pesquisas descobri o site da Ludilabel. Dei uma vista de olhos e todo o processo me parecia bem simples e até lúdico, porque conseguimos personalizar as etiquetas seja com personagens conhecidas como até com imagens de futebol. Estão a ouvir os sininhos nos ouvidos do meu filho? Quando lhe falei em futebol ele veio para o computador e personalizou as suas próprias etiquetas. Em três passos estavam prontas e a encomenda a caminho.
 

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Material e roupa identificada, check! Ah, já agora, se pretenderem fazer uma encomenda na Ludilabel, utilizem este link, oferece um desconto de 10% na vossa encomenda. A nossa chegou em dois dias, é muito rápido.
 
Fizemos a última verificação dos materiais e tudo estava conforme a lista que a Professora nos mandou. O arranque é literalmente pesado com a mochila dos livros, a caixa com os materiais, a mochila do futebol, a lancheira e claro…a bola de futebol que não pode faltar.
 

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Como referi o envolvimento é de todos e com gosto. Eu sou um apaixonado por material de escrita, os blocos, as canetas e talvez por isso incuti este bichinho no meu filho que cuida sempre muito bem de tudo, mas acima de tudo usa sem medo de estragar, afinal para aprender é preciso utilizar as coisas.
 
Vamos entrar num novo ciclo, voltar às rotinas que se perderam nas férias e entrar com o pé direito em mais um ano escolar.
 
Bom ano para todos os alunos e…para os Pais!
 
O Pai
06.Set.18

Pai, tu também estás grávido?

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Desde o primeiro dia da gravidez que me considero um Pai grávido. Quando me perguntam “De quanto tempo está a Mãe?”, eu respondo “Estamos com X semanas”. A admiração é geral e até dá azo a uma gargalhada: “Ah Ah, tu também estás grávido?”.

 
Seria um ato pouco inteligente da minha parte não me envolver em mais este momento único na minha vida. Afinal, quantas vezes é que somos ou seremos Pais? Poucas. Para mim é a segunda e estou a adorar tanto como na primeira, sendo que nesta tenho uma perspetiva mais tranquila e menos ansiosa. Nem tudo é desconhecido, mas continua a ser tudo uma experiência que não poderia desperdiçar por nada deste mundo.
 

Adoro estar grávido! Gosto de conversar com a médica que nos acompanha e ela até confiar em mim determinadas indicações para a Mãe. Eu sei tudo, as semanas, as vitaminas, as medidas, as tensões, os valores dos exames… tudo. 

 
Claro que não faltei a nenhuma consulta pré-natal. Nem nesta gravidez, nem na primeira. Assumi que estaria sempre presente, avisei a empresa disso mesmo e entreguei-lhes desde logo um calendário com as datas previstas.
 
Acompanhar cada passo da gravidez é algo que cada Pai deveria ter como principio. Não meramente porque a Mãe precisa de acompanhamento, mas porque nós homens temos um esforço redobrado em interiorizar que vamos ser Pais. Nós não sentimos o bebé, nós não sentimos as mudanças no corpo ou as oscilações de humor. Com isto quero dizer que o nosso instinto paternal vai sendo construído ao longo do tempo e o tempo de gravidez é a primeira etapa da viagem.
 
Também valorizo imenso o curso de preparação para o parto. Acaba por ser o momento, para além das consultas, em que estamos verdadeiramente a preparamos para sermos Pais. Normalmente este curso é feito por Pais de “primeira viagem”. O mesmo aconteceu connosco, fizemos na primeira gravidez, mas nesta segunda mantemos apenas algumas conversas com a enfermeira que nos acompanhou, só para tirar umas dúvidas e nos atualizarmos.
 
Há dias, fomos ao hospital para uma consulta pré-natal. Foi ao início da tarde, num dia normal de trabalho. Entramos na sala de espera e estavam umas 4 ou 5 Mães bem grávidas. Ao lado de cada grávida estava o Pai. Não falhou um, 5 em 5 estavam ali grávidos também. Acreditem que senti um enorme orgulho em cada Pai que ali estava. Isto sim é uma evolução que o homem foi conquistando. A mulher é sem qualquer tipo de dúvida o centro das atenções, mas ali, na sombra, lado a lado, tem de estar o homem a viver tudo como se fosse ele que tivesse um bebé dentro da sua barriga.
 
Força Pais!
 
O Pai
05.Set.18

Pai, já estás a imaginar ser Pai outra vez?

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Esta segunda gravidez está a ser diferente da primeira em muitos aspetos. Primeiro de tudo, a nossa experiência, não só como Pais, mas também como pessoas mais velhas. São mais de 8 anos de diferença e claro que isso pesa.

 
Foram 8 anos de intensas emoções, de aprendizagem diária, de tanto amor para dar e de receber tanto de volta. E agora, como é reviver toda a história?
 
Antes de tudo, importa sublinhar que sempre quisemos ter um segundo filho. Já o queríamos mesmo antes de nascer o primeiro. Depois de sermos Pais, fomos vivendo intensamente cada fase e comentando que cada vez era melhor… e continua a sê-lo.
 
Depois de ter nascido o nosso filhos vivemos vários anos presos ao planeamento. “Daqui a 2 anos vamos pensar” e passavam os anos e nós tínhamos sempre alguma coisa prioritária em que pensar. Fomos adiando. A vida profissional não encaixava no que planeamos para a vida pessoal e assim fomos esquecendo este assunto. Por outro lado, a idade biológica começa a pressionar e era cada vez mais baixa a prioridade.
 

Até que a nossa vida nos deu um sinal quase que a dizer-nos que o tempo passa muito depressa e que se o deixarmos passar estaremos a desperdiçar o melhor que ela tem para nos proporcionar. Entendemos que grandes planos só nos prendem e que planos mais simples nos deixam viver a vida com mais prazer.

 
Deixamos que a natureza nos dissesse se poderíamos ser Pais novamente. Esperamos pacientemente por esse momento sem que isso se tornasse numa obsessão. A nossa vida já era aquilo que sempre quisemos, não haviam os “mas e se”, nem sequer “e estaríamos melhor se”.
 
Num dia, como outro qualquer, a Mãe sentiu aquilo que só mesmo as mulheres conseguem sentir. Do que entendi, não é nada físico, não é uma alteração de humor ou estado de espirito, é uma sensação. “Acho que estou grávida”, disse-me a Mãe sem saber muito bem como seria a sua própria reação. Disse-me primeiro de saber ao certo, para que fosse possível viver aquele momento ao mesmo tempo.
 
“Vamos fazer o teste”, disse-me ela. Eu como sou muito mais emocional lido pior com o “Não”, por isso não concordei no imediato e pedi para esperar. A Mãe compreendeu e não avançamos.
 
Passaram uns dias e o assunto era quase tabu. Era um misto de querer e não querer encarar a realidade. Apenas com o olhar eu sabia que conseguia transmitir o meu medo. O tempo biológico é muito cruel e nunca sabemos quando é que a natureza nos dá a resposta.
 
“Entra no quarto e vê o que te deixei lá”, disse-me quase sem olhar para mim. Foram meia dúzia de metros que percorri em casa. Meia dúzia de segundos em que imaginei toda a minha vida daí para a frente. Como disse, lido mal com o “Não” e por isso só pensei que poderia ser uma coisa muito boa.
 
Entrei no quarto e depressa encontrei o teste de gravidez gentilmente pousado sobre o móvel. Peguei quase sem respirar fundo. Fui com o ar que tinha nos pulmões e com o coração completamente a disparar. Olhei e li “Grávida”…
 

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Não consegui tirar os olhos daquela palavra. Entretanto a Mãe entra no quarto, “Eu disse-te que sentia”. Demos um abraço daqueles em que o silêncio diz tudo. Aquele momento ficou marcado como a primeira etapa desta nova fase da nossa família. Uma fase cheia de desafios em que vão ser necessárias todas as forças, todas as energias positivas para continuarmos a ser felizes como sempre quisemos ser.
 
Eu, Pai de dois filhos! Falta pouco para não ser só imaginação.
 
O Pai