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O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

09.Dez.18

Pai, no teu colo há espaço para dois?

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Gostava de estar na cabeça do meu filho e perceber o que está a pensar agora que chegou a irmã. Perceber o que está sentir. Curioso eu sei que está, mas julgo que não tem ainda a noção do que está a acontecer.
 
Diz-se que o mais velho vai sentir a passar para segundo plano, vai sentir ciúme, vai sentir falta de atenção, vai sentir menos mimo. Vai ter a necessidade de chamar a atenção dos Pais para desviarem os olhos do bebé. Vai reclamar um espaço que já foi só seu, vai tentar reconquistá-lo. Vai sentir medo que os Pais se esqueçam dele, que deixem de brincar como faziam e que vão deixar de existir aqueles momentos em que passam horas enrolados no sofá a ver filmes ou simplesmente aconchegados.
 
Os Pais vão tentar manter a mesma atenção, abrir espaço para não ocupar o que já foi só do mais velho, vão manter tudo o que era até ao nascimento da irmã mais nova. Vão tentar, mas há uma grande probabilidade de não conseguir… pelo menos nos primeiros tempos.
 
Eu também sou o irmão mais velho. Tenho mais 9 anos do que a minha irmã e quando ela nasceu senti (sem me aperceber é claro) que o meu papel na família seria diferente. Cresci mais depressa é certo, mas aprendi para ensinar e ajudar os meus Pais a serem ainda melhores com a minha irmã.
 
Tudo o que queremos como Pais é que voltemos a formar o núcleo, agora com mais um elemento e que tudo fique unido como até aqui.
 

O colo dos Pais é um espaço imenso onde cabem todos com o mesmo aconchego. É proporcional ao amor que sentimos pelos nossos filhos. Os nossos braços aumentam, ficam enormes capazes de abraçar um Mundo se tal fosse preciso. O nosso peito fica uma espécie de plataforma de aterragem como um porta-aviões com espaço para uma frota inteira.

 
“No meu colo há espaço para dois”. Esta frase é retirada de uma música da Luísa Sobral onde ela explica à filha mais velha que a chegada do bebé será o seu melhor presente.
 
Há sempre o receio de falhar neste aspeto. Que o nosso filho mais velho sinta a diferença e isso o marque na forma como olha para a irmã. Não é fácil para os Pais, mas nada o é. Com 8 anos o nosso filho tem já uma noção muito concreta daquilo que o rodeia. Diferente seria se fosse mais novo. Não é melhor nem pior, é apenas mais um dos desafios que enfrentamos como Pais e que queremos ser bem sucedidos.
 
Quando ficamos grávidos, as nossas conversas andaram muito à volta deste aspeto: 
“Como irá o nosso filho reagir?”
“Estaremos à altura de manter a atenção que ele tem?”
“Estará preparado para as mudanças?”
 
Não encontramos respostas para todas as dúvidas, mas estamos certos que continuaremos a fazer tudo para sermos felizes, para continuarmos muito juntos e a querer fazer tudo em família. Algumas coisas vão mudar? Claro que sim, mas a vida precisa destas mudanças...
 
O Pai
 

 

03.Dez.18

Pai, a nossa casa é o nosso castelo

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Quando digo que vivo num reino em que há um Rei, uma Rainha, um príncipe e, mais recentemente, uma princesa, estou a dizer a mais pura das verdades. Por ordem de ideias, se em todos os reinos há um castelo no nosso caso o castelo é a nossa casa.
 
Temos tudo o que precisamos, conforto, segurança, diversão, espaço e todas as nossas coisas que fazem de nós uma família muito unida. União é mesmo a palavra certa. 
 

É aqui no nosso castelo que vivemos os tempos mais felizes. Há quem diga que é quando vamos de férias, numa viagem, numa experiência para fora. No nosso caso também, mas os momentos vividos na nossa casa, podem não ser os mais memoráveis, mas são os que nos ajudam a criar o nosso núcleo.

 
O centro deste nosso castelo é a nossa sala, ali brincamos, vemos televisão, jogamos à bola, jogamos consola, vemos filmes, trabalhamos, dormimos… enfim se a nossa casa se resumisse à sala estava tudo bem para nós.
 
Ainda solteiros, fomos aprendendo a gerir os hábitos de cada um. Eu ligo ao que é prático e menos a algumas regras, a Mãe prima pela organização. Fomos moldando e conseguimos formar aquilo a que chamamos o nosso lar.
 
O primeiro filho chegou e não tivemos de alterar grande coisa. A criança adaptou-se bem à nossa forma de estar em casa e depressa fixou o seu espaço e espalhou as suas coisas. Se tem de brincar com algum brinquedo, vai buscá-lo ao quarto e é na sala que faz a sua brincadeira. Se precisar de estudar, organiza a mesa de jantar e faz os seus TPC’s e trabalhos.
 
Eu trabalho muito em casa, sobretudo o que faço para o blog. Lembro-me de falar com a Mãe ainda antes do nosso primeiro filho nascer sobre comprar um computador para casa. Não queria portátil e por isso escolhemos um que fosse possível ter…na sala. Assim foi e ainda hoje é o computador da família.
 
Agora com a chegada da menina, voltamos a reorganizar a casa. Precisamos de mais uns espaço para arrumações e com um ou outro empurrão a uns móveis, lá conseguimos manter a organização à nossa maneira. Para além disto, será aqui em casa que passaremos estes primeiros meses de vida da bebé. Vamos ter as nossas saídas, claro, mas voltaremos sempre ao nosso cantinho.
 
Para além do espaço em si, do aspeto mais material, a nossa casa é para nós o nosso reduto sentimental, quase como um templo de terapia que nos ajuda a alinhar com os astros. Muitas vezes, fechamos o nosso casulo e passamos ali um dia inteiro a fazer o que mais gostamos. Não temos qualquer problema com isso e nem sentimos qualquer pressão em ter de sair.
 
Quem nos visita, vê a nossa casa como uma extensão de quem somos. Temos filhos, gostamos de deixar as coisas espalhadas, gostamos de organização q.b. e temos os nossos cantinhos preferidos. Não mudamos nada quando recebemos alguém, seja família ou amigos. Eles sabem que é assim porque nos conhecem.
 
Costumo dizer que é a partir de casa que nasce uma família, onde se consolida a sua união, se desenvolvem os planos e os sonhos de cada um que lá vive. É para casa que cada um de nós quer voltar depois de um dia de trabalho ou de Escola. É em casa que nos queremos reunir todos os dias para contar as histórias que vivemos. É em casa que nos rimos e choramos.
 
É na nossa casa onde queremos estar…porque a nossa casa é o nosso castelo.
 
O Pai