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O melhor Pai do Mundo

Ser Pai é uma experiência que merece ser partilhada. Este espaço é dedicado a todos os Pais que receberam dos seus filhos o título de "O melhor Pai do Mundo".

10.Jan.19

Pai, quem vem comigo tu ou a Mãe?

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A nossa família cresceu e novos hábitos surgiram aos quais ainda nos estamos a adaptar. Um dos aspetos que notamos, desde o primeiro dia, um grande impacto é a necessidade dos Pais se dividirem entre as atividades dos filhos. Quando éramos 3 era fácil, para onde um ia toda a família acompanhava. Eram os jogos de futebol ao fim de semana, eram as festas de aniversário, as idas ao cinema, as idas ao pediatra, ao dentista e afins.
 

Desde o dia em que nasceu a nossa princesa, as mudanças aconteceram. Logo aí nesses dias, o mais velho ficou a dormir na casa dos padrinhos e depois com os avós. Estranhou? De início não, mas ao segundo dia agarrou-se a mim numa das visitas e disse-me “Pai, quando é que vamos todos para casa?”.

 
Como referi, são mudanças pequenas mas com grande impacto nos hábitos da nossa família. Como fazemos para levar o mais velho à Escola? Temos a felicidade de podermos acompanhar em conjunto o menino à Escola pela manhã. São uns meros segundos entre sair do carro e entrar no portão da Escola, mas são de extrema importância para todos. Desde o primeiro dia que tentamos ao máximo não falhar e, acreditem, o dia corre melhor se começar por ir levar o miúdo à Escola. E agora? Durante a minha licença e enquanto as aulas não acabaram, eu levei o menino todos os dias à Escola, ficando a Mãe junto com a bebé. Agora que regressei ao trabalho, tenho aproveitado para o deixar na Escola, mas a Mãe faz questão de escolher um dia ou outro para ir enquanto eu fico com a menina antes de ir trabalhar.
 
Nunca perdemos um jogo de futebol. Todos os fins de semana lá estavam o Pai e a Mãe na frente da claque de apoio a vibrar com cada passe e com cada golo. O que mudou? Pois, um campo de futebol não é um sítio apropriado para uma bebé recém nascida. Tivemos de nos dividir, o Pai vai ao jogo e a Mãe fica com a bebé. Assim aconteceu nos dois últimos jogos, mas no próximo à partida irá a Mãe que já está com saudades daquele nervoso miudinho. Mal podemos esperar para levar a menina a ver o irmão a jogar futebol. Quando isso acontecer, acredito que o miúdo vai sentir-se ainda mais motivado a marcar um golo.
 
Este são apenas dois exemplos de um conjunto de novas rotinas que ao sermos Pais de dois filhos temos de nos adaptar. Se em nós adultos estas diferenças custam a lidar, imaginem nas crianças. O nosso filho sempre foi habituado a ter a presença dos dois em praticamente todos os momentos. Deixar de a ter, especialmente num momento em que chega um novo membro, pode fazer com que “culpe” a irmã por tudo o que se está a passar. É normal que pense isso e o trabalho dos Pais é tirar essa pressão de cima do bebé e trazê-la para nós. Quem quis ter mais um filho foram os Pais. Assim que puder, a menina vai acompanhar-nos. É uma questão de tempo e… paciência.
 
Temos explicado que há coisas que vamos ter de mudar, mas que outras vamos continuar a fazê-las em família, que é normal nos primeiros tempos da bebé que existam cuidados especiais, mas que depois teremos mais liberdade para voltarmos a fazer quase tudo em família.
 
O Pai

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